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a solidão de quem quer voar

os pés estão amarrados no chão,  os olhos não conseguem enxergam acima do muro, os braços estão presos em seu próprio corpo, que, por sua vez, é parte constitutiva da casa, feito um pilar, feito pra segurar, feito pra permanecer, sempre, ali, no mesmo lugar. mas ali, na altura dos olhos, tem uma rachadura na parede, onde entra luz e nasce flor. e ali, onde entra luz, entra também esperança, se há onde entrar, há onde sair, e se existe o lado de cá, o lado de lá há de se despir. e ali, onde a vida insiste em resistir, o sol queimará as amarras, os braços virarão asas, os pés saberão o caminho, e os olhos, enfim, serão coração.

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