eu e você somos poeira da mesma estrela: desde o princípio, nós.

mal tem dois meses que te conheci e parece que dois meses atrás foi em outra vida e não faz sentido essa vida aqui sem você.

não porque não tem vida sem você, mas porque parece que você sempre esteve aqui, simplesmente esteve. 

dois meses atrás foi ontem, mas parece que foi em outra vida, e que mesmo nessa outra vida você já estava, simplesmente estava.

e é assustador que há quase dois meses toda e qualquer linha do tempo do meu futuro faz sentido com você. não é que não dá pra ser sem você, é sobre ser possível visualizar suas presença, ser bom, querer e fazer sentido. você pode estar lá, simplesmente está, simplesmente faz sentido que esteja.

tanto que mal tem dois meses que te conheci e parece que dois meses atrás foi em outra vida e não faz sentido essa vida ou qualquer outra sem você.

mais de uma tonelada de distância entre nós dois.
qual a chance? 
duas em oito bilhões.

dois estados. 
duas cidades.
dois quartos. 
quatro dias. 
dois no uno.
dois em oito bilhões. 
nós dois.
infinitos, 
até voltarmos a ser um grão, 
uma poeira que o vento sopra para o mar,
e aí nos encontraremos outra vez,
transformados em um outro infinito,
do jeito que só a gente sabe ser.

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